quarta-feira, maio 24, 2006

Direito de Família é isso aí...


Pessoal

Me formei no final de 2005, já passei no exame da OAB, mas ainda assim ainda estou meio sem rumo na vida, e parece que a vida não pretende me ajudar em nada, a única certeza que parece estar surgindo é que eu não posso atuar n área de Direito de Família, para não ter de me deparar com situações como a que eu pretendo narar neste post.
Pouco antes de fazer esse famigerado exame, um colega de faculdade me indicou um caso de separação consensual para ser feito, até aí tudo bem, esse tipo de demanda é muito simples e rende um bom retorno financeiro, então chamei o casal para acertar o acordo que em seguida deveria ser homologado pelo Juiz, mas nesse primeiro encontro o marido estava muito nervoso não queria muita conversa, e quando eu abordei a questão da pensão que ele deveria pagar à fillha do casal, a sua reação foi ameaçar a mulher de morte:
Oia dotô, é mió eu dá um tiro na cara dessa muié...vai sê mais barato pá mim..., disse levantando-se da cadeira, com o rosto muito vermelho aparentando que iria explodir a qualquer momento.
Para não correr o risco de entrar na faca também, tive de tomar uma posição forte, depois disso, ele amansou, mas ainda assim não houve qualquer acordo. No dia seguinte, voltei a entrar em contato com a esposa, e ela disse que estava com medo do marido, eu falei que podia ajuizar um pedido de "separação de corpos" para que ele deixasse o lar conjugal, ela aceitou imediatamente. No mesmo dia fiz a petição, e logo no dia seguinte a esposa me avisou para deixar tudo por isso mesmo, no entanto, fez questão de frisar que somente não queria que ele saísse imediatamente de casa, mas ainda queria a separação, percebi que algo de ruim (pelo menos para mim) estava me rondando - por essa petição frustrada não recebi um só centavo - alguns dias depois marquei novo encontro com ambos, para tentar pela última obter uma separação consensual, porque esse procedimento é bem menos desgastante, tanto para as partes quanto para mim, e qual não foi a minha surpresa, quando os dois sentaram na minha frente, e iniciaram o seguinte diálogo:
- Vamu pará cum issu muié, cê sabi qui eu ti amu você! Diz o marido.
No que ela responde: - Cê é muito bruto Mauro (nome fictício).
- Eu posso mudá, mais num mi dexa não, vamu imbora! Disse o marido com os olhos marejados.
Nessa hora a esposa balançou, e começou a chorar junto.
- Num sei, cê já disse issu inhantes...
- Mais agora é di fé!
- Tá bom! Vamu imbora! Encerra a mulher.
Os dois se levantaram deram as costas para mim. A esposa ainda me deu um "tchau", mas sem nem olhar para trás, e eu fiquei ali, sem ação olhando os dois saindo, dando adeus também aos meus honorários, que até então eu não tinha visto a cor (e provavelmente nem verei).

7 comentários:

la fontaine disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
la fontaine disse...

amor? Ele sempre vence. O problema é que o medo tambem gosta de vencer!

meu blog disse...

oie...
eu torço pro atletico sim....mas naum moro em sao paulo...rs
bjinhus

Anônimo disse...

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