quinta-feira, junho 08, 2006

O MLST adotou um procedimento equivocado


Na última terça-feira, dia 06, a nação foi apresentada a mais um movimento social representado por uma sigla, trata-se do MLST, ou Movimento de Libertação dos Sem Terra, este movimento é filho de outro, mais famoso, o MST, e hoje é o terceiro maior grupo de sem-terras, entretanto os dois vivem em estado de guerra, já tendo havido inclusive, confronto armado entre os membros das duas siglas, no Estado de Alagoas.
O blog da revista Época noticia que o MLST foi fundado em 1997, sendo que a liderança é exercida pelo engenheiro mecânico Bruno Maranhão, este é membro da Executiva do Partido dos Trabalhadores (PT), e formado pela Universidade Federal de Pernambuco. Entretanto, deve ser ressaltado que este líder é filho de um usineiro pernambucano chamado Gustavo Costa de Albuquerque Maranhão, proprietário da usina Estreliana, em Ribeirão (PE), e da destilaria Laísa, no município de Escada (PE).
Depois de invadir o Ministério da Fazenda há um ano atrás, esse grupo voltou a ocupar espaço na mídia com a baderna promovida no Congresso Nacional. De acordo com a versão oficial o objetivo da invasão seria pedir a aceleração da reforma agrária, uma vez que esta, por conta do atraso na votação do Orçamento, estaria totalmente sem recursos. A liderança do movimento afirma que este mesmo tipo de protesto já teria sido realizado em outros 10 Estados.
A meu ver este modus operandi adotado pelos grupos favoráveis à reforma agrária, com direito a invasão de fazendas produtivas, e depredação do patrimônioo público, tem mais prejudicado do que propriamente, ajudado no alcance desse objetivo, isto porque estes atos truculentos assustam as pessoas comuns, eu mesmo, fiz uma espécie de pesquisa informal entre os meus conhecidos, e todos, invariavelmente todos, defendem a imediata dissolução desses movimentos, alguns mais radicais defendem até o fuzilamento dos integrantes! Vale salientar, que uma vez perdida a simpatia da sociedade, tudo deverá se tornar ainda mais difícil. Por isso manifestações pacíficas, porém contundentes, seriam mais adequadas aos fins ora perseguidos.

3 comentários:

Chapolim disse...

Cara, muito bom o seu blog, vi no orkut. Só quero discordar em um ponto com relação a esse texto. O intuito do MST não é "conquistar a opinião pública". Muito do intuito original do MST acabou, o movimento não é mais como antes. Mas a maior parte da "cara de demônio" do movimento é causado pela coberturar parcial da imprensa marrom do Brasil (principalmente pela VEJA).
A população oprimida é legítima ao pegar em armas para que seus direitos sejam cumpridos. A reforma agrária é prevista em lei, e não é "coisa do passado" como a VEJA chegou a afirmar.
Depois dá uma passada no meu blog
www.resmungando.blogspot.com

Caco disse...

Idéias (des)conexas:
- Post excelentemente bem escrito.

- Este povo vota. E vota no Lula.

- O que estamos fazendo para que elas se esclareçam? Sim, concordo com reforma agrária mas, fazendo tudo errado assim, não há simpatizante esclarecido que fique por perto!

- Temos que deixar de ser paternalistas e dizer com todas as letras: o que fizeram foi um crime, sem justificativa. Crime. Ponto final. Nosso hábito - triste - de ficar procurando justificativas nos faz lenientes com pequenos crimes. O resultado de muitos pequenos crimes será um grande crime - cedo ou tarde.

- Isto devia capitalizar contra o nosso comandante que foi tolerante e tornou-se refém destes cavalheiros. Daí este estado de coisas.

- CHAPOLIM - foi bastante interessante ouvir seu ponto de vista. Gostaria de adicionar o meu - o Omar sabe que eu gosto de polemizar! Desculpe, mas é meu entendimento que pegar em armas para ter os deveres cumpridos nos leva a uma lei das selvas, ou seja, nenhuma.
Quanto à cobertura parcial da imprensa, vamos analisar fatos concretos (esqueçamos por enquanto a imprensa): depredação do bem público, de forma planejada e levando a danos à vida de outras pessoas. Que conclusões você tira?
Podemos também analisar a (falta de) reforma agrária, mas ficamos combinados de colocá-la dentro de um outro quadrado e analisar os fatos separadamente.
Um crime, repito crime, não pode ser justificado desta forma. Sua visita ao meu blog será bem vinda. Visitarei o seu também, se me permite!

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado