segunda-feira, abril 09, 2007

Jesus Cristo nunca existiu?

Marcão estava sentado olhando para Gatuno, enquanto este fazia sua oração diária. Ao terminar cada oração, como se fosse uma senha de saída, o gato costuma dizer: "...em nome de Jesus, amém!"

Marcão ouviu aquilo e deu risada. O gato, como já estava acostumado com o fato do cachorro ridicularizá-lo por sua crença, nem ligou. Ao terminar a gargalhada, Marcão chamou o gato.

- Gatuno, ô Gatuno.

- Que foi? Respondeu o gato, sem demonstrar o mínimo interesse.

- Me diz uma coisa: você não se sente enganado, cada vez que se refere a esse tal Jesus? Perguntou Marcão.

- Não, claro que não! Se me sentisse já teria parado de adorá-lo! Respondeu Gatuno.

- Não entendo, Gatuno. Como você pode não se sentir enganado, mesmo sabendo que esse tal Jesus Cristo, nunca existiu? Que ele não passa de um mito criado pela Igreja Católica para enganar pobres coitados como você!!!

- Mas que papo bravo hem, Marcão?! Quem disse que Jesus nunca existiu? De onde você tira essas idéias?!!! Qual a base para você dizer isso? Pergunta Gatuno, já indignado.

- Calma, Gatuno. Uma pergunta de cada vez. Me diga uma única obra antiga, na qual seja feita alguma referência a um tal Jesus.

- Uma só?

- Uma só! Mas uma que esteja fora da Bíblia e que não tenha sido falsificada por um padreco qualquer.

- Você já ouviu falar de Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem?

- Continua previsível, Gatuno. Só te digo uma coisa: tudo o que estes autores, supostamente, falaram de Jesus, não passa de grosseira falsificação como a ciência moderna já comprovou por diversas vezes. Mas vá lá, vamos partir do princípio de que não haja falsificação, nesse caso, é impossível dizer se as referências feitas por estes autores a Chrestus, Cristo ou Jesus, dizem respeito ao Cristo da Igreja Católica, pois estes eram nomes muitos comuns na época naquela região...

- Pois é aí que você se engana, Marcão - interrompe Gatuno - compare a parte relatada, especificamente, por Suetônio, com o versículo 1 e 2 do capítulo 18, dos Atos dos Apóstolos, que está na Bíblia. Ambas as passagens falam da expulsão dos judeus pelo imperador Cláudio.

- O que nada significam! Sem contar que Suetônio, no máximo, apresenta uma pessoa chamada "Chrestus" que estava em Roma, e agora me dá uma luz aí, Gatuno: Jesus vivia em Roma?
E eu ainda não acabei! Note que os documentos relativos ao governo de Pilatos na Judéia, em momento algum relatam que alguém chamado Jesus Cristo, tenha sido preso, condenado e o que é pior, crucificado, conforme está "registrado" - registrado entre aspas, ressalta Marcão - nos evangelhos. Não seria estranho, Gatuno?, os romanos que tanto se orgulhavam do seu sistema jurídico, terem condenado alguém que o próprio soberano local, entendesse inocente?

- Como eu já disse mais de 1 milhão de vezes, Marcão, você está sendo tão dogmático quanto o mais ferrenho cristão. Jesus Cristo existiu e isso é fato! Só não vê quem não quer. E você, pelo jeito, não quer ver.

- Pelo contrário, Gatuno, eu quero ver! Além disso, não fuja do tema. Se Jesus tivesse mesmo existido, seu julgamento teria sido documentado, pelo bem organizado, Império Romano.

- Os sacerdotes judeus se encarregaram de apagar os vestígios, Marcão. Sem contar que não existem apenas os 4 quatros evangelhos bíblicos relatando a vida de Jesus. Existem outros, aos montes, como você mesmo já citou em outras conversas nossas.

- O quê? Pergunta, Marcão, tentando demonstrar espanto. Quer dizer que agora estes evangelhos são válidos? Que bela contradição! Em todo caso, não importa quem esteja contando, isso não desmitifica a figura de Jesus. Não é porque a história do Papai Noel é contada por várias pessoas, em diversos locais diferentes que ela é verdadeira. Não concorda comigo? Além disso, como os sacerdotes judeus iriam destruir os documentos romanos? Você só pode estar de brincadeira, Gatuno!

- Marcão, para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo diz respeito somente à fé, e não à história.

- Tá bom, Gatuno, então me prove que o seu Jesus existiu ou existe sei lá, que eu começo a adorá-lo, imediatamente. Agora, me dá licença que eu não paciência para ouvir suas pregações.

12 comentários:

Cássio Augusto disse...

Dae... existe ou ñ??? olha... eu já ñ discuto isso... muito menos se sua existência era divina... o que me importa mais é a mensagem... o "amar ao próximo com a sí mesmo"... acho que isso é o mais importante... mesmo com tda a sua de aparthaid que isso cause!!!

E sobre o racismo contra branco... acho que a ministra muito muito infeliz mesmo!!! Racismo é sempre Racismo... ñ importa se contra Branco, Negro, Índio, Japoneis, Portugues, Muçulmano, etc...

Marcio Pimenta disse...

Segundo Descartes, sim! Estou lendo filosofia no momento. Este seu texto é por demais discutível. Você anda muito polêmico ultimamente. Hahahahaha!!!!

Abraços!

reign disse...

Olá,

Obrigado pela referência ao meu blog (http://ceticismo.wordpress.com).

Achei a anedota interessante. Retrata bem os diálogos comuns entre religiosos e céticos minimamente instruídos.

Passarei este texto adiante pois tenho muitos amigos que o apreciarão.

Abraço.

James Mytho disse...

Olá, muito interessante essa anedota. Gostaria que conhecesse o blog http://obispojames.blogspot.com/2008/02/mitos-e-falcias-religio.html
com o texto "Religião não traz qualidade de vida", baseado nas estatísticas do últimos Censo do IBGE.

William disse...

Prezado Omar.
O seu questionamento sobre a existência de Jesus Cristo é bastante inteligente, porém um pouco tendencioso. A busca por uma verdade deve se basear numa atitude de mente aberta e receptiva. A sua argumentação é contra a existência de Jesus e não um questionamento que se mostra aberto a verdades que você talvez ainda não conheça. Abra a sua mente e pense um pouco comigo. Seria razoável que existissem atualmente mais de dois bilhões de pessoas enganadas? Com a sua afirmação vc desqualifica de imediato a inteligência de um terço da humanidade. Mas vamos lá, vamos supor que estes dois bilhões estejam enganados e vc esteja certo. Vamos a um fato que vc pode constatar de maneira muito simples. Nenhum historiador sério hoje nega a existência do Jesus Histórico e vou te explicar o porquê. Existe o que chamamos de comprovações cientificas e comprovações históricas.Cientificamente é impossível comprovar a existência de Jesus, pois uma comprovação cientifica exige que um mesmo fenômeno possa ser repetido em condições controladas, o que é impossível no caso em tela, da mesma forma que é impossível comprovar cientificamente que vc foi ao último jogo do seu time, pois é impossível repetir este evento. Mas é possível por meio de provas históricas provar que vc esteve lá. Apenas para te dar um pequeno exemplo, existe até hoje, e isto é comprovado por cientistas históricos, uma peça no museu da espanha em que está escrita a pena imposta pelos Romanos a Jesus Cristo. A existência do Jesus Histórico é inegável. Uma outra questão é a existência de Jesus como Deus, e aí eu concordo que passamos para uma esfera muito pessoal, mas eu deixo um desafio para que vc pense um pouco. Este Jesus, que vc nega e existência, disse em alto e bom som que ele era o unico caminho para que o homem fosse salvo da perdição eterna. De duas uma, ou Ele é um louco, megalomaníaco e muito pretensioso, ou Ele realmente é o unico meio de nos salvarmos. Vc faz a sua decisão,mas saiba que esta escolha terá implicações eternas, pois na mesma palavra encontramos que TODO joelho se dobrará e TODA lingua confessará um dia Jesus como o senhor da Glória. Pense nisso e faça a escolha certa.
Abcs
William
PS: Eu não sou Católico

Elias disse...

Olá Omar!

Concordo com você, Jesus histórico nunca existiu, mas, o Jesus bíblico existe sim, é um ser emocional, gerado pelo Espírito Santo na mente do homem, quando ele crer nas Escrituras Sagradas.

Na plenitude do tempo a humanidade vai entender que Jesus Cristo é de fato o que a Bíblia diz que Ele é: a o Verbo (palavra de Deus), a verdade (João 16:4), testificada nas Escrituras (João 5:39), e não um homem histórico.

O entendimento desta verdade corresponderá a tão esperada vinda (espiritual - grifo) do Filho do homem (Jesus) nas nuvens do céu: (Mt. 24:30), que os cristãos confundem com uma vinda “literal” de um homem chamado Jesus, o que nunca vai acontecer.

O Verbo - Em português, o Verbo é a palavra que expressa processos, ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza, conveniência, desejo e existência (1)
É exatamente esta ação, mudança de estado, etc. que devemos buscar nas Escrituras, e não um ser humano.

Mudança de estado – Estado emocional, como veremos a seguir.
Escrituras – Para os cristãos, as Escrituras é a Bíblia, que inicialmente foi escrita em hebraico.
O Hebraico é uma língua pictórica, se expressa por metáforas, e foi bastante adequada para a expressão de Deus com seu povo. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua onde a mensagem é mais sentida que meramente pensada (1).
Foi bastante adequada – Esta expressão, não bíblica, bloqueia a nossa mente, porque traz a falsa idèia de que o povo de Deus era os judeus historicos (como vimos no inicio) e não as emoções de todos aqueles que têm as Escrituras (lei) como regra de fé. Portanto, devemos trocar a expressão por: é bastante adequada.
Emoções – Segundo a Bíblia, Adão foi feito alma vivente (Gn, 2:7).
A palavra alma (nephesh – hb.) significa: ser, vida, criatura, pessoa, apetite, mente, ser vivo, desejo, emoção, paixão, etc. comprovando que Deus fala através do hebraico, diretamente para a alma (emoção) vivente, o homem espiritual, e não para o homem natural que não entende as coisas espirituais:

I Co. 2:14-15 – Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.

É por isto que a maioria dos estudiosos não entende que Adão representa a primeira emoção “cognitiva” criada no cérebro do homem natural.

Que emoção (alma vivente) é esta?

1 Coríntios 15:45 - Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

Se Cristo, o Verbo ou palavra de Deus, a verdade, etc. é o último Adão, o primeiro Adão é a primeira palavra do homem, pronunciada pelo recém nascido (homem natural), que segundo a ciência, acontece aproximadamente no sexto mês de vida, que corresponde na Bíblia ao sexto dia da criação (Gn.1:26-27) (2).

Dia – Em hebraico, a palavra dia (yowm) significa: dia, tempo, ano, como uma divisão de tempo; período de vida (pl.), etc.

A descendência de Adão (Caim, Abel, Sete, Noé, Abraão, Davi, etc.), são as demais emoções geradas pelo espírito do homem (Zc. 12:1) que nasce, vive e morre dentro dele, em um determinado momento de sua vida. Quando determinada vida emocional de alguém está de acordo com o caráter de um determinado personagem bíblico (Elias, por exemplo), diz-se que esta pessoa tem o espírito deste personagem (II Rs. 2:15).

Quando uma emoção é gerada pelo Espírito de Deus, Cristo se torna carne (Jo. 1:14), o Emanuel ou Deus conosco (Mt. 1:23).

Romanos 8:9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

O caráter de cada personagem bíblico é determinado pelo significado do seu nome, e pode ser mudado por Deus (o Verbo) em um determinado momento de sua existência aqui na terra:

Abrão (‘Abram h) = “pai exaltado”. Este é o momento em que o homem ainda não tem nenhum conhecimento das Escrituras, e seus pensamentos (filhos espirituais) são gerados em meio a sua exaltação própria.

Abraão (‘Abraham h) = "pai de uma multidão" ou "chefe de multidão" . Ao conhecer a terra de Canaã descrita nas Escrituras, o cristão se torna pai de uma grande multidão de filhos (pensamentos) israelita, baseados na lei. Abraão é o primeiro passo para que o homem chegue a Cristo.

As emoções não cognitivas representam os animais irracionais (selváticos, domésticos, marinhos, etc. – Gn. 1:21-25) criados antes do homem (Adão).


As outras coisas como: o jardim do Éden, as árvores (da vida e do conhecimento do bem e do mal), também estão no cérebro do homem. Os rios representam as quatro correntes sanguíneas (grande e pequena circulação (arterial e venosa)), e, assim por diante. Isto será explicado num estudo sobre a criação, onde veremos que a teoria da evolução pode está certa e não tem nada a ver com a criação descrita na Bíblia.

No princípio, criou Deus os céus e a terra Gênesis 1:1.

A primeira prova bíblica de que a criação descrita na Bíblia é do mundo espiritual, encontra-se no significado hebraico da palavra princípio (re’shiyth) = primeiro, começo, melhor, parte principal. Uma palavra derivada de “ro’sh”, que metaforicamente significa: cabeça, topo, cume, parte superior, chefe, total, soma, altura, fronte, começo, cabeça (de homem, de animais), etc.

Segundo o que acabamos de ler, é na cabeça, a parte principal do homem (onde se encontra o cérebro) que Deus criou o céu e a terra. A terra representa o hemisfério esquerdo, que segundo a ciência, geralmente é o hemisfério dominante de uma pessoa e ocupa-se da linguagem e das operações lógicas, enquanto que o outro hemisfério, o direito, corresponde ao céu de nosso estudo e controla as emoções (almas – grifo nosso) e as capacidades artísticas e espaciais (3).

O verso 2 diz que a terra era sem forma e vazia, indicando que o cérebro ainda estava em formação, a chamada “moleira mole” comum nos recém nascidos e é vazia porque falta as emoções, as pessoas espirituais que irão habitar nela.

Agora vejamos através da ciência, como Deus usa as metáforas da língua hebraica, para se dirigir as nossas emoções, usando uma linguagem comum, isto é, literal:

METÁFORAS*

Metaforizar em hipnoterapia é usar a linguagem comum do dia a dia, de forma consciente pelo hipnoterapeuta, com os recursos que o cliente traz, estimulando-o a atingir seus objetivos.

Na linguagem social (comum), quando nós conseguimos não tocar nas defesas da pessoa, ela naturalmente se adequa à mensagem, ao como chegar lá. As palavras em si são basicamente neutras, o que atinge a mente inconsciente e passa direto pela mente consciente é o tom da voz, o volume, o timbre, a atitude, é o que dá sentido.

Metaforizar é usar qualquer figura de linguagem que fuja do sentido literal. O sentido literal é compreendido pelo hemisfério cerebral esquerdo – mente consciente. O sentido não literal ou simbólico é compreendido pelo hemisfério direito – mente inconsciente. Quando metaforizamos contamos uma estória no sentido literal, compreendida pelo hemisfério esquerdo (mente consciente), entremeadas de simbologias (significados) somente percebidas pelo hemisfério direito (mente inconsciente) (4).

Não tocar nas defesas da pessoa (acima) – a) Os religiosos não entendem o significado simbólico das Escrituras, porque se agarram nas defesas de sua organização, que vive as custas dos membros, os quais também têm suas próprias defesas, isto é, buscam a salvação ou prosperidade aqui na terra.

Agora que você já sabe que o mundo (espiritual) descrito na Bíblia está de fato dentro do homem (Lu. 17:21), ore a Deus, use um dicionário teológico (hebraico e grego), livre-se de suas defesas, preconceituosas e descubra o significado espiritual de toda a Bíblia.

Elias.

Jeremias disse...

O assunto Jesus Cristo dá pano pra manga. Talvez a questão seja "O que é Jesus Cristo?" e não "Quem é Jesus Cristo?". Quanto a "Quem foi Jesus Cristo?" o ebook "Jesus Cristo - um presente de gregos" (http:/www,ebooksbrasil.org/)esclarece esse fato histórico. Leia e vão irá se surpreender.

Anônimo disse...

ora meus amigos da onde viemos, sabemos quem criou o ceu e a terra , nao podemos colocar a questao de que existiu ou nao , olha para sua volta veja a cota da chuva cair no chao e depois se evaporar , olhe para o ceu e veja a imencidao , sera que devemos duvidar que jesus cristo existe , tevemos nos avaliar a cada dia , como seria sem a nossa fe, sem a nossa agua , sem o nosso ar que respiramos o sangue que corre em nossas veias , sera que devemos colocar em duvida a existenia de jesus cristo,alguma coisa duvidamos mais justo da exixtencia de jesus , por que tanta maldade em nossos redor , podem ver que sao pessoas que se afastaram de uma religiao e se afastaram de sua familia que e o seio do amor da paixao, as vezes eu tenho esta pequena duvida ser estras pessoas estivessem sido orientada se estariam desta forma se temessem a jesus se estariam nesta situacao as drogas sao coisas de deus ou do d?famos refletir e espalhar a paz , para que o nosso mundo melhore e acabe de vez com estas guerras , fome , miseria , e a vontade de conquistar tudo para si e o proximo se lasque , vamos pensar em nossos filhos . sao bençaos de jesus cristo que morreu na cruz para libertamos dos nossos sofrimentos , tive uma perda de um filho de 1ano e oito meses , ali pude acreditar que jesus cristo existe , vez com que ele parasse de sofrer , e levasse a nos a uma capela dentro do hospital onde se encontrava a mae de jesus cristo nossa senhora de fatima, sera que jesus existe , amor para todos paz e vamos leva a felicidade para todos, sou um simples cidadao que acredita muito em jesus cristo. sida

Anônimo disse...

Bruno Bauer (1809-1882), filósofo, teólogo e historiador alemão, licenciado em teologia lecionava na universidade de Bonn. Por ser um investigador minucioso e um estudioso intelectualmente honesto, depois de investigar as fontes do Novo Testamento chegou à conclusão de que este livro era mais grego do que judeu e que Jesus Cristo era um mito criado no segundo século. Por causa disso perdeu o emprego de professor. O emérito historiador e professor da Sorbonne, Henri Irénèe Marrou (1904-1977), aconselhou aos futuros historiadores: “O historiador não avança sozinho ao encontro do passado. Aborda-o como representante do seu grupo.” Evidentemente, digo que ele “aconselhou” como um eufemismo, porque desde o quarto século da nossa Era a versão religiosa daquilo que se tornaria a história universal tornou-se obrigatória. A razão disso é que o cristianismo nunca foi uma simples religião, como se imagina. O cristianismo já nasceu como uma cultura religiosa. Uma religião como a umbanda, por exemplo, nunca deteve o poder civil, o cristianismo já e isto distingui religião de cultura religiosa. Tecnicamente o cristianismo se chama a nova cultura, surgiu como um antídoto ao judaísmo e um divisor de águas à cultura do mundo antigo. A preocupação número um de uma cultura que se impõe é a educação, e, conseqüentemente, com o ensino. Todos os historiadores conhecidos são apaixonados cristãos, especialmente àqueles que se dedicaram à história da educação. A história tem o papel primordial na preservação do cristianismo e da filosofia que o sustenta. Toda documentação histórica encontra-se desde o quarto século sob a guarda da nova cultura que fez dela o que bem quis. Depois de dois mil anos, não é inconcebível que nada além de Tácito, Plínio o Jovem, Suetônio e Flávio Josefo (reconhecidamente adulterado) puderam ser apresentados? O Talmude é uma obra tardia cuja preocupação era falar mal de Jesus para proteger o judeu menos culto da propaganda cristã. Não existe nada a respeito de Jesus nem sobre o chamado cristianismo judeu fora da história cristã. A defesa do Jesus histórico é na verdade o prosseguimento a um favorecimento ideológico. Como não existem argumentos históricos, argumentos os filosóficos sobram no meio acadêmico confundindo os inexperientes. Não são os historiadores engajados que dão historicidade a personagem algum, sim as evidências da sua passagem por esse mundo. Bruno Bauer era só uma andorinha, mas o verão é certo.

Anônimo disse...

gostei de sua sinceridade ;porém aconselho parar de perder tempo com besteiras e ler mais a bíblia;única fonte real sobre jesus e de sua cura espiritual;tentativa de suicídio é o fruto disso sabia?
PAZ MUITA PAZ DE "NOSSO" SENHOR JESUS;O CRISTO

Anônimo disse...

ATENÇÃO : A Bíblia sagrada é uma obra de ficção.

NÃO A INTERPRETE LITERALMENTE !

AVISO DE CONTEÚDO : contém versos descrevendo ou defendendo suicídio, incesto, bestialidade, sadomasoquismo, atividades sexuais em contextos violentos, assassinatos, violência mórbida, uso de drogas ou álcool, homossexualidade, voyeurismo, vingança, corrupção de autoridades, desregramento, violação de direitos humanos e atrocidades.

EXPOSIÇÃO : a exposição ao conteúdo por períodos extensos ou durante os anos de formação de uma criança pode causar delírios, alucinações, capacidade de compreensão e raciocínio prejudicada e, em casos extremos, distúrbios patológicos, ódio, fanatismo e violência, incluindo, assassinato e genocídio.

Ivani Medina disse...

Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada: nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não gosta de indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas respostas que o meio acadêmico insiste ignorar.

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