segunda-feira, maio 07, 2007

O melhor filme do ano

Depois da decepção do ano, chegou a hora de falar do filme do ano. Eu sei que ainda está cedo, mas não acredito que até dezembro saia algo melhor que o Homem-Aranha 3 - o filme dos Simpsons, talvez seja o único capaz de me desmentir - ao menos na minha visão de leigo.

Como eu já disse aqui, neste blog a minha intenção não é falar sobre cinema, isso eu deixo para quem consegue assistir a um filme com outros olhos que não o de mero espectador, porém, hoje resolvi abrir uma rápida exceção para falar de um filme grandioso.

Ontem, criei coragem para enfrentar uma fila digna dos velhos tempos de INPS (atual INSS), fui assistir ao terceiro filme do Homem-Aranha, e digo uma coisa: valeu cada minuto perdido nas filas para estacionar, comprar ingresso, esperar a abertura das roletas, etc. Valeu a pena porque o filme é excelente!

Sinceramente, eu sempre fico com um pé atrás, quando os estúdios de cinema ou emissoras de televisão resolvem levar adiante a adaptação de algum personagem das histórias em quadrinhos. Geralmente, o resultado é decepcionante, estão aí a versões feitas para a televisão do Batman ou do Hulk (nesta até o nome do cientista, Bruce Banner, foi mudado para David Banner!), ou ainda, a do Demolidor para as telonas, que não me deixam mentir. Além disso, também não sou um grande entusiasta das continuações, pois estas, em raras oportunidades conseguem manter o padrão do primeiro. Por tudo isso, somado ao fato de ser leitor assíduo de histórias em quadrinhos, como você deve ter notado na minha descrição ali do lado esquerdo, a cada filme do Homem-Aranha lançado, eu fico não com um e sim com os dois pés atrás, entretanto, todos os filmes rodados até agora, tiveram resultados, até certo ponto, surpreendentes! (Prometo que este é o último ponto de exclamação do post de hoje) Fato este, que garante às sequências estreladas por Tobey Maguire, o direito de entrarem para o seleto grupo das continuações que conseguiram manter um certo padrão de qualidade, ou seja, das exceções que confirmam esta regra, onde já estão instalados, com todas as honras possíveis, "O Poderoso Chefão I e II".

Nesta terceira aventura, apesar do filme não ter alcançado a profundidade do herói, o diretor, Sam Raimi, mostrou que sabe o que está fazendo, e que os belos resultados verificados nos dois filmes anteriores - especialmente no segundo - não foram obtidos por acaso. O ator principal, Tobey Maguire, parece que nasceu para encarnar o personagem. Kirsten Dunst, a Mary Jane, atua melhor a cada filme, os demais atores estão, simplesmente, sensacionais! (desculpe, não pude evitar mais uma) As cenas de ação, estão de tirar o fôlego (que piegas isso), o surgimento do "Homem-Areia" idem, enfim, o filme está ótimo, embora um pouco abaixo do anterior, o que não é demérito nenhum, pois o segundo foi uma verdadeira obra-prima.

E por falar nisso, o número três é ótimo, no entanto, alguns problemas não podem passar despercebidos, como a participação do "pai da criança", Stan Lee. Ora, se queriam colocá-lo no filme, talvez como uma forma de homenageá-lo, poderiam ter dado a ele uma fala menos idiota. Outra coisa, Peter Parker mau, é emo? Desse jeito, muita gente vai deixar de ver o filme, quando ouvirem dizer que no fundo, no fundo - sem duplo sentido - o Aranha é mais um representante da "modinha". Ainda há outros pontos negativos no longa, mas tudo detalhe que não compromete o resultado final que como eu disse, foi espetacular! Agora sim, as exclamações acabaram.

Para quem não viu, vale a pena.

sexta-feira, abril 27, 2007

Ainda a redução da maioridade penal


E a insanidade, parece que irá vencer! Ontem a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal aprovou parecer favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos e equiparados, como tráfico, tortura e terrorismo.

Em verdade, esta medida já era esperada, pois nossos parlamentares não costumam correr o risco de se indispor com a opinião pública reinante, e neste momento ser contra a redução da maioridade pode custar um mandato.

Apesar de não concordar com a redução, eu não poderia deixar passar a oportunidade sem dar um voto de louvor aos senadores que referendaram a matéria, pois o projeto em vez de, simplesmente, baixar a maioridade para 16 anos, prevê uma medida sensata, ao instituir a realização de exames psicobiológicos que servirão para determinar se os sujeitos com idade entre 16 e 18 anos têm capacidade de entender o ato que, por ventura, tanham acabado de praticar. Medida correta, mais correta até do que a atual, pela qual o simples fato do autor de um ato tipificado no Código Penal ter menos de 18 anos, ser suficiente para declará-lo inimputável. Resta saber se os tais exames podem refletir a realidade.

Entretanto, em que pese esta iniciativa louvável, analisando o projeto como um todo, a meu ver, esta é mais uma daquelas medidas midiáticas, com as quais o Congresso Nacional pretende passar à população a impressão de estarem cumprindo seu papel na sociedade, mas que em termos práticos, poucos efeitos surtirá. Digo isto pois, como já foi dito, essa mudança se fará sentir apenas em relação aos menores de 18 anos que praticarem crimes hediondos ou equiparados, nestes casos, a segregação deverá ser feita em estabelecimentos prisionais diversos, separando os criminosos maiores de 18, dos menores, enquanto que nos demais, deverão ser aplicadas penas alternativas. Ora, como já tratei aqui em outra oportunidade, a maioria esmagadora dos crimes praticados por indivíduos menores de 18 anos, ofendem o patrimônio, como o furto por exemplo, crimes que na maioria das vezes não se enquadram no grupo dos considerados hediondos.

Por tudo isso, e um pouco mais, penso que apesar da provável mudança, tudo deverá permanecer no mesmo estado em que se encontra atualmente, pois o endurecimento das leis penais não resolvem o problema da criminalidade e muito menos da criminalidade praticada por menores de idade.

Para encerrar, só falta dizer que eu estou seriamente desconfiado que os congressistas estão querendo jogar a batata quente para o STF - órgão este, que abriga membros que não dependem de voto para se manter onde estão - pois a redução da maioridade penal ainda que por meio de emenda à Constituição é, claramente, inconstitucional, assim sendo, se este projeto for aprovado, caberá ao Supremo o dever de atirá-lo para longe do ordenamento jurídico brasileiro, retirando assim o peso dos ombros do Congresso.

Bem, como vovó já dizia: "Quem viver verá!"


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quarta-feira, abril 25, 2007

A Decepção do Ano!

Hoje o Atlético-Pr entra em campo pela Copa do Brasil, menos de uma semana depois do vexame de ser eliminado em casa do campeonato paranaense, com uma goleada humilhante pelo, fraco, Paraná Clube. Como já está virando rotina, mais uma vez a vantagem está do lado de lá, pois no primeiro jogo contra o Atlético-Go em Goiânia, o placar mostrou uma goleada - 3 a 1 - para eles.

É frustrante ver a atual situação deste time que no início do ano nos iludiu, passando a impressão deste ser o ano das grandes conquistas rubro-negras, afinal estariam de volta alguns dos grandes jogadores que passsaram por aqui num passado recente, tais como Alex Mineiro, Marcão, Rogério Corrêa, mas na prática não foi isso que ocorreu! O time vem patinando feio desde os primeiros jogos e, com exceção, das partidas contra o Vitória da Bahia e o Paraná, esta ainda na fase de classificação do paranaense, em momento algum empolgou.

Na realidade, desde 2004 quando desfilava pelos gramados da Baixada o melhor time que eu vi jogar pelo Atlético-Pr, nunca mais o presidente de fato do clube, Mario Celso Petraglia, conseguiu montar algo que nos deixasse senão admirados como em 1996, 1999, 2001 ou mesmo 2004, ao menos, satisfeitos com o rendimento da equipe. Diversos equívocos foram cometidos, culminando com a contratação do alemão tri-campeão mundial, Lothar Mathaus, que saiu daqui após receber um ultimatum de sua esposa, depois que ele foi visto por diversas vezes, acompanhado por uma repórter da RPC - retransmissora da Rede Globo para o Estado do Paraná - além é claro da forma como os jogadores são tratados por aqui pela diretoria, o que levou alguns deles, como Aloísio, Marcos Aurélio e mais recentemente, Dagoberto, a saírem disparando contra os diretores do clube.

Falando em diretores, o presidente Petraglia sem dúvida alguma já entrou na galeria dos grandes nomes da história do Atlético-Pr, pois como já disse em outra oportunidade, resgatou um clube que estava afundado numa segunda divisão, mais propenso a cair para a terceira do que subir para a primeira e o posicionou entre os grandes do país, no entanto, a meia-noite já está chegando e o encanto próximo de acabar.

Petraglia e sua claque, costumam citar o patrimônio adquirido pelo clube e alguns dos bons jogadores que surgiram desde 1995, para rebater quem se dispõe a criticar o atual elenco atleticano, porém, isto não passa de uma grande falácia! O que importa o clube ter o melhor estádio do Brasil, ou ter revelado jogadores Oséas, Dagoberto, Jádson, Fernandinho, entre outros, se o time atual é uma lástima? O que muda o fato de Lucas ou Kléber terem jogado aqui, se hoje somos obrigados a ver Michel ou João Leonardo pisando na bola a todo momento?

Não dá para aguentar ver este time jogando deste jeito e ficar achando que é normal levar goleadas quando se joga fora de casa contra times da segunda ou terceira divisões ou quando o adversário é um outro time da mesma cidade.

Espero que todos estes fatos verificados nestes primeiros meses do ano sirvam para acender a luz amarela no gabinete dos dirigentes rubro-negros e contratações cheguem, antes que o pior aconteça... o problema é que em se tratando de Mario Celso Petraglia, eu não tenho muita certeza disso não.

domingo, abril 22, 2007

1 ano de blog

Hoje faz exatamente 1 ano que criei o "Formador de Opinião". Por isso, neste post pretendo falar alguma coisa relacionada a ele.


Admito que só fui saber da existência dos blogs após ouvir falar da Bruna Surfistinha, isso foi por volta de meados de 2005, até então, nunca tinha, sequer ouvido alguém comentar alguma coisa sobre isso. Depois de ler o blog da moça, achei a idéia de poder escrever sobre os mais diversos assuntos, sem qualquer tipo de censura, tão interessante, que comecei a pensar na possibilidade de fazer um pra mim.


No entanto, na época eu estava concluindo a faculdade, com toda a dor de cabeça que isto acarreta, então resolvi aguardar um pouco mais. Após concluir o curso, comecei quase imediatamente, a estudar para uma última prova, então posterguei a iniciativa um pouco mais, até que em 22 de abril de 2006, um sábado, fiz a minha primeira postagem aqui. Ou melhor, aqui não, a primeira foi no blog de mesmo nome, que estava hospedado no Weblogger, porém, pouco depois de criá-lo, o Weblogger ficou quase um mês fora do ar, o que me obrigou a passar para o Blogger, trazendo todos os posts que estavam no antigo, por isso considero o dia 22 de abril o marco inicial deste blog também.


Quanto ao nome, que tanta controvérsia gera, o que aconteceu foi que ao ter a idéia criar um blog, em momento algum cheguei a pensar em como ele seria conhecido, e o pior é que na hora de criá-lo, a primeira exigência é ter um nome! Então, passei pensar em alguma coisa sugestiva. Como a idéia seria expor minha opinião a uma meia dúzia de "gato pingado", tentei "Opinião", mas não deu certo, foi quando me lembrei de uma turminha que fez faculdade comigo e gostava de repetir a todo momento, que acadêmico de Direito era formador de opinião, e me lembrei ainda o quanto eu me sentia frustrado por não ser um digno representante desta classe estudantil, daí em diante não pensei em mais nada: pelo menos no nome do meu blog eu, finalmente, seria um "formador de opinião".


O primeiro post, foi um dos textos que eu tinha escrito algum tempo antes, e estavam arquivados no Word, depois passei a mesclar alguns textos já prontos, com outros escritos especialmente para o blog.


Ao longo desse primeiro ano, até prêmio este blog ganhou, além de ter me permitido conhecer muitos blogs interessantes, e o que é melhor, muitos blogueiros e blogueiras, ainda mais interessantes, como o Marcio Pimenta, o Cássio (petista), o Marcos, a Alê Félix, entre outras novas amizades, que se eu fosse citar todos aqui, um post não daria nem para começar.


Enfim, agradeço a todos que costumam passar por aqui! Mas agora fica a pergunta: será que o blog chega ao segundo ano?

sexta-feira, abril 20, 2007

STF debate o início da vida

Hoje a partir das 9:00 horas da manhã terá início uma audiência pública na sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília, na qual será discutida a Lei de Biossegurança que poderá se constituir num marco para mudanças radicais na sociedade brasileira. No evento - que pela simples realização já se constitui numa novidade, pois se trata da primeira em toda a história da Suprema Côrte - pretende-se colher alguns dados úteis para o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, cujo objetivo é impedir a utilização de células-tronco de embriões humanos em pesquisas e tratamentos. Na prática, o fim visado na audiência é decidir quando a vida humana tem início.

Esta chamada lei de Biossegurança foi promulgada no Congresso no ano de 2005, ela autoriza que a medicina se utilize de células-tronco de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro não utilizados, com as condições de que sejam inviáveis ou congelados há mais de três anos e haja, expresso, consentimento dos pais.

Entretanto, o ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, autor da Adin em questão, alega que o embrião já é ser humano, pois a vida começaria na fecundação. Isto significa que o uso destas células, violaria artigo 5º caput, da Constituição da República. Só lembrando que o ex-procurador-geral é, fortemente, ligado à Igreja Católica.

Sobre a discussão que será travada no Supremo, existem diversas correntes doutrinárias que diputam entre si, as principais, em poucas palavras estão aqui: uma delas afirma que a vida começa na concepção. É a posição defendida pela Igreja Católica, e pelo atual sub-procurador da República, Cláudio Fonteles; uma outra, defende que a vida só começa quando os órgãos vitais do feto já estão mais desenvolvidos; e a terceira corrente, na qual me filio, até para dar logicidade ao sistema, uma vez que, legalmente, o fim da vida se dá com a morte encefálica, enxerga no início da atividade cerebral o começo da vida.

Agora nos cabe aguardar o resultado destes debates que estão sendo realizados hoje, para ver quais serão as consequências ocasionadas na sociedade.

quinta-feira, abril 19, 2007

O dark vai tomar conta da cidade

Hoje, será dada a largada para a temporada de grandes shows em Curitiba, chega para tocar aqui, neste pequeno recanto tão esquecido pelos grande centros, a banda Evanescence, que na minha opinião é uma das melhores, se não a melhor, da cena pop atual.

Muito dessa qualidade sonora se deve a vocalista, Amy Lee, que sem dúvida alguma ostenta a condição de melhor voz feminina da atualidade. No entanto, justiça seja feita, os demais integrantes do grupo não fazem feio sob qualquer aspecto.

Apesar de ser um grande fã do grupo, tenho certa dificuldade para dizer qual o seu estilo musical, certamente, por não ser especialista no assunto. Num primeiro momento, quando comecei a ouvir as músicas, costumava enquadrá-los no estilo metal-gótico, mas agora me parece que eles mudaram, alcançando um tal nível de excelência que me impede de reduzir o seu som a um mero rótulo musical, isto significa que nenhum dos estilos atualmente existentes, servem para definí-los.
Já encerrando, só falta dizer que eu torço para termos um bom show, há tempos Curitiba em merecendo contar com algo tão grandioso.


PS. Eu sei o que você está pensando: "Pô, mas que post é esse?! O cara fala, fala e não diz nada!" Nisso, concordo com você. Eu não queria colocar informações que para os fãs, seria o mesmo que dizer que o Atlético-PR, também chamado de Furacão da Baixada é o melhor time do mundo, ou seja, estaria dizendo algo que eles estariam carecas de saber, e para quem não é fã, seriam dados dispensáveis, então optei por escrever algo só para deixar claro o quanto sou fã desta banda. Consegui?

sexta-feira, abril 13, 2007

Enquete sobre a descriminalização do aborto

O novo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, vem defendendo a realização de um plebiscito, como o que foi feito em Portugal, no qual, pretende-se entregar diretamente ao povo brasileiro, a decisão sobre a descriminalização do aborto em nosso país.
Este fato me motivou a criar uma nova enquente para saber se os visitantes deste blog concordam ou não com a descriminalização. Entretanto, para não haver confusão, alguns pontos devem ser esclarecidos:
Em primeiro lugar, quero dizer que não existe aborto de feto anencefálico, então este tipo de "aborto" não está entre os cogitados.
Gravidez decorrente de estupro, quando interrompida artificialmente, ainda assim não configura crime algum, o mesmo vale para o aborto feito quando a gestante estiver correndo risco de vida, portanto, estas modalidades também não devem ser levadas em consideração para responder à enquete.
Enfim, a hipótese que deve ser considerada é a da gestação normal, cujo feto esteja se desenvolvendo conforme o esperado e o aborto é realizado sem estar amparado por qualquer descriminante atualmente existente.
A minha posição sobre este tema, exponho outra hora.

quinta-feira, abril 12, 2007

Tortura institucionalizada

"[...]Foi relatado que os agentes que o interrogaram [Khalid Shaikh Mohammed] se submeteram ao afogamento simulado e foram capazes de suportá-los por apenas 10 a 15 segundos antes de se disporem a confessar tudo e qualquer coisa, enquanto Mohammed [foto] conquistou a admiração relutantes deles por ter suportado a tortura por dois minutos e meio, o tempo mais longo que eles se recordaram de ver alguém submetido a ela."

Li esta declaração na Folha de S. Paulo*, o que me deixou estarrecido: o governo norte-americano, já está admitindo que se utiliza da tortura para conseguir as confissões necessárias para condenar alguém? Pensei comigo. E o que é pior, apesar desta "confissão" pública, ninguém se levanta contra isso? Onde estão os defensores dos direitos humanos?
No mesmo texto, o autor Slavoj Zizek, relata que no início das atividades contra o terror, o atual vice-presidente americano dissera que nesta guerra seria preciso "trabalhar [...] mais ou menos no lado escuro". Significa que o Estado deveria agir fora da lei, caso contrário, estaria fadado ao fracasso.
Isso tudo me lembrou um post recente do meu colega blogueiro, Dorian, no qual ele faz referência a uma certa "reserva moral" que algumas pessoas imaginam possuir. Adaptando a idéia a este caso, me parece que a alta cúpula do governo norte-americano, imagina que ao travar uma guerra legítima contra terroristas que ameaçam sua população, isto por si só, lhes garante o direito de, sempre que acharem necessário, realizar incursões sistemáticas sobre o terreno da ilegalidade.
Diantes destas declarações, o mundo inteiro deveria ficar em estado de alerta, pois a manifestação não partiu de uma pessoa isolada, ou mesmo de um país periférico na ordem global, e sim da única super potência mundial, o que poderia motivar outros países a utilizar tal confissão para justificar seus próprios atos de violação dos direitos humanos.
Me chama atenção também, outro detalhe. Se na cabeça dos governantes norte-americanos, a guerra contra o terror produz "gordura" suficiente para eles chegarem a admitir, publicamente, a utilização da tortura, então o que acontece em outras situações, nas quais não há a geração deste "crédito", como naquelas onde estão envolvidos criminosos comuns? Penso que as violações são igualmente praticadas, porém, nestes casos são inconfessáveis!

*Folha de S. Paulo. Suplemento "Mais", pág. 10. Publicado dia 08 de abril de 2007.